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Intercedendo pela Indonésia
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Religião - 2


Com o crescimento da Igreja veio a retaliação. O esforço de islamizar o país teve início de maneira sistemática e organizada. Todos os cristãos foram tirados de suas posições de autoridade e liderança na vida do país. Não havia mais ministros e generais, e até na vida econômica e social os cargos foram ocupados pelos muçulmanos. A destruição de igrejas e intimidação aos cristãos aumentou.

Porém atingiu o auge em julho 1997 quando 10 igrejas, na segunda maior cidade do país, Surabaya, foram destruídas. Pastores foram espancados, suas cabeças foram pisoteadas e colocadas nos vasos sanitários. As mulheres cristãs foram abusadas. O pior veio em outubro 1997 na que é conhecida como a Quinta-feira Negra de Situbondo, quando 23 igrejas em Situbondo, Java Leste, foram incendiadas. Numa delas, uma Igreja Pentecostal, 5 pessoas foram mortas queimadas dentro da igreja - um pastor de 71 anos, a sua esposa, a filha, uma sobrinha e uma obreira de nome Rita. Até esse momento o mundo não sabia de nada, pois a Igreja calava temendo represália, mas a partir dessa barbárie decidiu falar. E o mundo começou a orar. E a igreja voltou a crescer. E a retaliação aumentou.

Em maio 1998 houve violências e demonstrações de força, que resultou na queda do presidente Suharto após 32 anos no poder. Durante as violências, o povo se voltou contra os descendentes chineses e os cristãos na capital Jakarta. Mais de 2.000 pessoas foram mortas violentamente, centenas de mulheres estupradas. Em novembro 1998 diversas grandes igrejas em Jakarta foram destruídas. Em todos os lugares do país aconteceram, e continua acontecendo, a destruição de igrejas e intimidação com espancamento de obreiros. E o crescimento da Igreja continua! Alguns poucos apostataram deixando a fé cristã, mas a maioria permaneceu com o fogo de evangelizar a todos os povos não alcançados!

Em janeiro de 1999 as massas destruíram bairros e igrejas cristãs em Ambon, capital das Ilhas Moluccas ao leste do país. Ficou famoso mundialmente o caso de Roy Pontoh, um menino de 15 anos que era ativo na igreja e membro de “King’s Kids”. Estava num retiro no campus de uma faculdade quando as forças chegaram. Pegaram muitos cristãos, entre eles o garoto Roy Pontoh. Quando o mandaram negar a Cristo, Roy embora tremendo disse: “Beta laskar Kristus” (“Sou soldado de Cristo”). Cortaram um pedaço do seu braço. Perguntaram novamente, e a resposta continuou, “Beta laskar Kristus”. Cortaram o outro braço. Perguntaram pela terceira vez, e a resposta foi: “Beta laskar Kristus”. Cortaram a perna. Finalmente abriram o seu estômago e Roy morreu. Jogaram o seu corpo que foi encontrado apodrecido somente alguns dias depois. Foi enterrado ao lado da casa que ficou destruída



Milhares de cristãos amboneses já morreram e a violência continua até agora, sem perspectiva de paz. Centenas de milhares perderam as suas casas e vivem refugiados até em outras ilhas. De Ambon durante 1999 até 2000 a violência se alastrou às outras ilhas, Buru, Seram, Ternate, Tidore, Halmahera, resultando em milhares de órfãos.

Em Jakarta, capital na ilha de Java, em dezembro, o complexo do Seminário Doulos que mantém também um centro de reabilitação de viciados em drogas, foi incendiado. Um seminarista foi torturado até à morte quando se recusou a negar a Cristo.

Em janeiro de 2000 todos os cristãos da ilha de Lombok se refugiaram na própria ilha, em quartéis e delegacias, e em Bali e outras ilhas, quando as igrejas e suas casas foram incendiadas.

Em maio, 10.000 muçulmanos, que se denominam “Ahlus Sunnah wal Jamaah” (exército para guerra religiosa), foram treinados em Bogor, Java Oeste e embarcarão para Ambon com a tarefa de eliminar os cristãos, e infelizmente havia cristãos nominais que não agüentaram os ataques e fizeram denúncias e retaliações. Há também conflitos entre povos e tribos, entre migrantes de outras ilhas, a maioria muçulmanos radicais, contra os povos locais sejam cristãos ou muçulmanos. Tendenciosamente as notícias divulgadas são que os cristãos estejam matando os muçulmanos, que incita mais e mais a ira de muitos. Outras ilhas decidiram “ajudar” os seus irmãos muçulmanos contra os cristãos.

No meio de tudo isso, admiravelmente e com gratidão a Deus, vê-se o contínuo esforço evangelístico aumentando mais que nunca, com frutos inimagináveis. Formaram-se redes de intercessão em todo o país e em todos os segmentos: de cidades, de profissões, de estudantes, de donas de casa, ultrapassando as barreiras denominacionais. Evangelistas são enviados a todos os interiores e no meio de povos nas selvas. Faz-se congressos para discutir como alcançar os não alcançados. Muitos obreiros vivem sacrificialmente, sem sustento e em condição precária. A economia que desabou prejudica o sustento. As igrejas não conseguem sustentar todos os obreiros. Mesmo assim, seminaristas e obreiros continuam indo e servindo, no meio de perseguição e necessidades.

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