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Intercedendo pela Indonésia
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O Islamismo e a Igreja - Parte 1



O Cristianismo entrou com os portugueses no século 16 porém não pegou muito. Nos séculos seguintes entraram alguns missionários. Dois povos foram convertidos em massa: os Bataks na ilha de Sumatra através do esforço missionário de Nommensen, hoje a igreja HKBP - Huria Kristen Batak Protestan (os 2 primeiros missionários que entraram foram mortos e canibalizados); e os Amboneses nas ilhas Moluccas. Na ilha de Java no século 19 surgiu a igreja javanesa bem contextualizada na cultura javanesa no meio de muçulmanos.

Desde o início do século havia já esforços para islamizar o país, pela influência de neo-fundamentalismo do Islam no Oriente Médio. Nos dias que antecederam a declaração da independência do país em agosto 1945, os pais da independência se reuníam por vários dias e noites discutindo a proposta de inclusão na Constituição a frase da aplicação da lei islâmica, a Shariah, como lei no país. Os líderes cristãos discordaram pois nem todos no país eram muçulmanos. Os nacionalistas, embora muçulmanos, apoiaram os cristãos. Depois de um impasse, finalmente os muçulmanos radicais perderam e a frase foi excluida da Constituição.

Porém, logo em seguida à Declaração de Independência, houve rebeliões em diversas províncias, Java Oeste, Sumatra e Sulawesi, como tentativa de formar república islâmica. Nos anos de rebelião, principalmente na região do povo Sundanês, Priangan, Java Oeste, houve destruição de igrejas e matança de pastores e cristãos.

Esporadicamente hostilização aos cristãos, obreiros e missionários rompia, mas era mais individual e localmente. Nos anos 1957 em diante havia bastante missionários estrangeiros atuando no país, e houve muitas conversões em massa de tribos na Irian Jaya. Os descendentes chineses radicados na Indonésia há séculos se convertiam através de evangelização de John Sung, e outros evangelistas chineses.

O avivamento de crescimento explosivo aconteceu nos anos 1966 em diante, após a revolução de golpe comunista abafada pelo contra-golpe militar. Morreram mais de meio milhão de pessoas no meio de ódio irracional. Todos tinham que ter uma religião, devendo constar na carteira de identidade. Quem não tinha religião, seria acusado de comunista e deveria ser preso, quando não morto ou torturado. Assim todos procuraram uma religião. Porém, mais do que a necessidade de ter uma religião constante na carteira, muitos no meio de matança e ódio ficaram em busca do sentido de vida, paz e segurança. Com a presença de muitos missionários, muitos acharam a Jesus. Pelo menos dois milhões de muçulmanos se converteram durante os anos 1966-1968. Os descendentes chineses que eram vítimas de acusação de ser comunista como a China, no meio do sofrimento, acharam a Jesus. O crescimento de Cristianismo até os anos 1986 já rendeu 13% de população total.

Com o crescimento da Igreja veio a retaliação. O esforço de islamizar o país se iniciou sistematicamente e organizada. Todos os cristãos foram tirados de posições de autoridade e de liderança na vida do país. Não havia mais ministros e generais, e até na vida econômica e social as vagas foram ocupadas pela maioria muçulmana. A destruição de igrejas e intimidação aos cristãos aumentou.

Porém o auge veio em julho 1997 quando 10 igrejas na segunda maior cidade do país, Surabaya, foram destruidas. Pastores foram espancados, pisaram nas suas cabeças, e colocaram as suas cabeças nos vasos sanitários. As mulheres cristãs foram abusadas. O pior veio em outubro 1997 no que é conhecido como Quinta-feira Negra de Situbondo, quando 23 igrejas em Situbondo, Java Leste, foram incendiadas. Numa delas, na igreja Pentecostal, 5 pessoas foram mortas queimadas dentro da igreja - um pastor de 71 anos, a sua esposa, a filha, uma sobrinha e uma obreira de nome Rita. Se até lá o mundo não sabia de nada, pois a Igreja calava temendo represália, agora decidiu-se falar. E o mundo começou a orar. E a igreja voltou a crescer. E a retaliação aumentou.

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